12 de janeiro, 2018 | Autor(a): Dalila Coelho

Verão artístico

Abertura do VAC contou com show da Orquestra Atípica de Lhamas, Companhia Café com Dança e Maria Alcina. Crédito: Netun Lima

Chega janeiro e com ele o Verão arte contemporânea (VAC), festival cultural que agita Belo Horizonte há 12 verões. O evento focado na experimentação nas artes reúne artistas locais do teatro, dança, música, artes visuais, cinema, arquitetura, literatura, moda e gastronomia, promovendo pela cidade uma série de shows, espetáculos, mostras e intervenções gratuitas e a preços populares.

Idealizado por Ione de Medeiros, diretora artística do grupo OficcinaMultimédia há 35 anos, o VAC surgiu em 2006 da vontade de trazer movimentação para a cidade, que sempre ficava vazia no início do ano. A curadoria realizada pelo grupo é focada em trabalhos autorais, recentes e com sotaque mineiro, valorizando Belo Horizonte como uma referência nacional em criação artística. “A gente quer que o belo-horizontino, cada dia mais, tenha conhecimento da arte construída na capital mineira e de que ela tem um potencial enorme”, explica Jonatha Horta, um dos curadores.

Na programação desse ano o festival apresenta 30 atrações em 17 espaços culturais da capital. Dentre as novidades apresentadas estão as parcerias com o Centro de referência da juventude, que introduziu a moda e a gastronomia na programação, e com o Movimento de arte e reflexão política, promovendo um debate sobre as inquietações relacionadas à arte e à cultura na atualidade. Confira ao lado alguns destaques da programação do Verão arte contemporânea.

Serviço:

Quando: até 4 de fevereiro

Programação: veraoarte.com.br

Informações: (31) 3221-6200

Dança

No dia 03/02 o Ballet jovem de Minas Gerais apresenta o duo Ritos/Pragmático. A dança de Ritos é inspirada nas diferentes manifestações culturais presentes no Brasil, e em Pragmático o foco é no verdadeiro homem do seu tempo e suas ações racionais. O espetáculo será apresentado no teatro Bradesco às 21h. Ingressos: R$ 10 e R$ 20.

Teatro

O contemporâneo Suave coisa nenhuma, do Este coletivo, combina teatro e dança em um espetáculo que retrata as inúmeras camadas da relação de um casal de artistas que divide o palco e a vida há muito tempo. A peça está em cartaz no teatro do CCBB entre os dias 17 e 20 de janeiro às 19h. Ingressos: R$ 10 e R$ 20.

Pintura

Até o dia 14 de janeiro é possível acompanhar no Sesc Palladium o processo de pintura do artista Eder Oliveira, paraense que retrata desde 2005 figuras do homem amazônico a partir de fotos publicadas em jornais de Belém. O mural faz parte do Projeto parede e ocupará o Sesc Palladium até março.

Cinema

No âmbito da sétima arte, o VAC promove a IX Mostra de cinema, cultura, arte e poder, que ocupa o Cine Humberto Mauro, Sesc Palladium, CCBB e Cine  Santa Tereza entre os dias 15/01 e 04/02 com exibições gratuitas de filmes de jovens talentos e consagrados diretores de cinema. As ficções e documentários selecionados resgatam a história da cultura brasileira.

 

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