28 de junho, 2017 | Autor(a): Maíra Leni

Você sabe como escolher o melhor adoçante para sua dieta?

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Uma mesa cheia de doces e guloseimas como pudim, bolo, brigadeiro…. hmm.. quase impossível de resistir.  No Brasil essas delícias já fazem parte da cultura e tradição de muita gente. Não resistir é fácil, difícil é manter o foco na dieta, especialmente nessa época do ano.

O problema é que todo esse excesso de “doçura” preocupa muito além da boa forma. Reduzir o consumo já não é apenas uma questão estética e sim de saúde, visto que a alta ingestão do alimento aumenta o risco de diversas patologias como Hipertensão, Obesidade e, especialmente, o Diabetes.

Para ter uma vida saudável e prevenir essas e outras alterações metabólicas, é fundamental reduzir o consumo ou buscar alternativas mais saudáveis para substituir o açúcar refinado, sem prejudicar o sabor dos alimentos nem colocar em risco o prazer de apreciar uma guloseima de vez em quando.

A nutricionista esportiva Luciana Guerreiro, explica porque o alimento é considerado uma caloria vazia: “O produto é extraído da cana, ou seja, é natural, no entanto, para chegar a aparência que conhecemos na mesa, ele passa por diversos processos químicos que removem todos os nutrientes presentes na planta, dessa forma o ingrediente perde todo o seu valor nutricional”. Segundo a profissional da Nature Center, considerando que a obesidade é relacionada a problemas como o aumento do colesterol ruim, triglicerídeos, hipertensão e doenças cardíacas, controlar a ingestão do açúcar é fundamental.

Agora, e o adoçante? Ele é uma boa opção? Quem quer abolir o açúcar ou, até mesmo, reduzir seu consumo e ainda assim adoçar as receitas pode recorrer aos adoçantes que possuem menos calorias em comparação com a versão refinada que estamos acostumados a utilizar e, em alguns casos, um índice glicêmico considerado baixo. Dos naturais aos artificiais, existem diversos tipos de adoçantes comercializados no mercado e, diante de tanta variedade, surge a dúvida: o que os diferencia e qual é o mais indicado para o consumo?

Apesar de muitas marcas venderem a ideia de que todos os adoçantes são ideais para auxiliar na perda de peso, há alguns estudos que provam o contrário, como é o caso do realizado por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos. Os estudiosos descobriram que alguns adoçantes artificiais, como por exemplo o aspartame, impedem a ação da fosfatase alcalina intestinal, uma enzima do intestino capaz de auxiliar na prevenção da obesidade, portanto, é preciso conhecer as variedades existentes para então escolher qual a melhor opção para incluir na dieta sem prejudicar a saúde. Confira a seguir os principais tipos:

Aposte nos naturais

Xilitol: Apesar do nome diferenciado, a substância nada mais é do que um adoçante natural encontrado nas fibras de diversos vegetais, entre eles o milho, a framboesa, a ameixa e, até mesmo, alguns tipos de cogumelos. Atualmente o xilitol é promovido por organizações de saúde como uma alternativa mais saudável ao açúcar de mesa. “Além de ser menos calórico, o elemento também exerce um impacto menor sobre a taxa glicêmica do indivíduo, pois ele é absorvido lentamente pelo organismo, dessa forma, é incapaz de causar alterações rápidas nos níveis de glicose, evitando picos de insulina, por isso pode ser usado por diabéticos” – explica a nutricionista, ela explica que a glicose formada por meio de seu metabolismo não é diretamente liberada na corrente sanguínea, pois é absorvida com facilidade pelo fígado: “O órgão possui diversas enzimas responsáveis por metaboliza-lo e convertê-lo em fonte de energia para o organismo” – complementa.

Dentre seus principais benefícios está a ação anticariogênica, ou seja, o combate às bactérias. O elemento é capaz de inibi-las e reduzir a possível formação de cáries nos dentes, comum no consumo em excesso de açúcar. Graças ao seu efeito, as bactérias se tornam incapazes de metabolizar o xilitol e gastam muita energia nessa tentativa de absorver o adoçante, o que acaba as intoxicando e inibindo o desenvolvimento. O índice glicêmico do adoçante também é muito menor se comparado com o açúcar, enquanto o a sacarose tem 70, o xilitol tem o valor de apenas 7, o que é muito benéfico para o organismo.

Stevia: A planta vem sendo utilizada como adoçante há muito tempo pelos índios Guaranis.O que faz o Stevia ser um adoçante atraente é que assim como a Sucralose, o corpo humano não digere ou metaboliza o glicosídeo, um composto que dá um sabor 300 vezes mais doce que o açúcar comum. Segundo Luciana, “Desta forma não há consumo de calorias, pois o glicosídeo de esteviol, elemento que dá origem ao adoçante, não se modifica no trato intestinal e tem um índice glicêmico reduzido a zero, por isso é recomendado para os diabéticos”. Pode ser utilizado em temperaturas quentes de até 200ºC, por isso já é comum encontra-lo no preparo de chás, bolos, e, recentemente alimentos industrializados como refrigerantes, sucos processados, chocolates e gelatinas.

Por ter calorias baixas e mais doçura que o açúcar, entre 40 a 300 vezes mais, as pessoas podem o consumir mais despreocupadas, até porque, como já explicado, o adoçante não é metabolizado e assim não há ganho de calorias. Utilizado por pessoas que desejam emagrecer, o adoçante é altamente recomendado para integrar dietas de baixa caloria.

Outras opções

  • Açúcar mascavo: Este é o primeiro subproduto extraído da cana e por isso conserva alguns nutrientes como o cálcio, ferro, potássio e outros sais minerais. Sua coloração é mais escura e sua textura é mais arenosa pois ele sofre menos processos químicos e seu sabor semelhante ao da planta.
  • Açúcar demerara: Esta versão sofre um processo de refinamento leve, ou seja, sem aditivos químicos, o que preserva parte do valor nutricional da cana e ainda confere uma textura mais refinada e clara em relação ao mascavo.
  • Açúcar orgânico: Desde o plantio até a industrialização, esta versão não recebe nenhum aditivo químico, por isso ela é altamente nutritiva e capaz de adoçar quase tanto quanto o açúcar refinado.
  • Açúcar de coco: Feito à base de coco, este tipo de açúcar ainda não é muito popular, no entanto, é uma aposta promissora, devido ao seu baixo índice glicêmico. A versão conserva um sabor residual do fruto e tem um potencial adoçante menor em relação aos demais.

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