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27 de março, 2017 | Autor(a): Tudo BH

Turistas que vieram para o Carnaval garantem retorno a BH

carnaa

Tchanzinho Zona Norte/Divulgação

Com o objetivo de traçar o perfil dos visitantes e moradores de Belo Horizonte que participaram do Carnaval em 2017, a Belotur realizou, por meio do Observatório do Turismo, em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), uma pesquisa sobre o perfil dos foliões durante o evento que ocorreu entre os dias 25 e 28 de fevereiro.

Foram levantados dados socioeconômicos, hábitos de consumo e gastos do folião, avaliação da infraestrutura (banheiros, limpeza, segurança, trânsito entre outros), serviços oferecidos pela cidade, bem como sua satisfação em relação ao evento.

De acordo com a pesquisa de BH, a maioria dos visitantes (78,6%) e dos moradores (76,8%) avaliou que o evento superou ou atendeu plenamente suas expectativas, manifestando alta satisfação com a experiência vivida no carnaval da cidade. Entre os visitantes que declararam ter participado em edições anteriores, 66,3% afirmaram que o evento melhorou e mais de 90% têm a intenção de retornar em 2018. Assim como em 2016, a Pampulha foi o atrativo mais citado pelos visitantes que pretendiam visitar outros pontos na cidade. Entre os fatores influenciadores para permanecer na cidade, o belo-horizontino destacou a questão financeira (17,2%), comodidade (16,9%), qualidade do evento (14,2%) e o custo beneficio (5,6%).

De acordo com o estudo, Belo Horizonte contou com um número recorde de visitantes durante o Carnaval de 2017. Participaram do evento, por dia, uma média de 845.963 pessoas, sendo 697.073 (69,4%) moradores e 148.889 (17,6%) visitantes, totalizando um fluxo de 3 milhões de foliões. A maioria (67,4%) dos visitantes veio do interior de Minas Gerais, seguido pelos estados de São Paulo (15,4%) e Rio de Janeiro (5,3%). O aumento da presença de turistas na cidade foi de 240% em relação a 2015.

Os visitantes participaram, em média, de 3,6 dias no Carnaval e tiveram um gasto médio diário, per capita, de R$171,30, totalizando um gasto médio de R$607,47 durante todo o evento. Desse modo, o Carnaval de 2017 gerou uma receita turística direta para BH e estimada em R$91,8 milhões o que significa um aumento de 459% no período de 2015 a 2017, sem considerar os efeitos multiplicadores na economia da cidade. Já os moradores apresentaram um gasto médio durante todos os dias do evento de R$303,50, gerando uma receita direta estimada em R$255,6 milhões.

A estimativa da movimentação financeira na hotelaria superou os R$6 milhões esperados e teve pico de 66,4% de ocupação no dia 26 de fevereiro. A taxa média da ocupação aumentou 12% em relação a 2016. A maioria dos turistas se hospedou em casas de amigos e parentes (84,7%), seguida de hotéis (9,8%) e casa própria ou alugada (4,2%).

Entre os aspectos que mais agradaram os visitantes estão as pessoas (22,2%), os blocos de rua (18,7%), a organização (9,8%) e o clima de alegria e animação (9,3%). Já, entre os aspectos que os visitantes menos gostaram apareceram alimentos (22,7%), atrasos (22,2%) e banheiros (13,3%).

Tanto o turista como o morador aprovou, pontuando com 9,5, a manutenção do investimento da Prefeitura de Belo Horizonte no evento. Já a avaliação geral do evento, em uma escala de zero a dez pontos, atingiu o valor de 8,3 pontos na opinião do turista e 8,1 pelos moradores.

Os perfis socioeconômicos do morador e do visitante se assemelham. O turista, em sua maioria, é homem (53,4%), solteiro (83,8%), tem nível superior (36,6%), idade média de 30 anos e renda familiar mensal entre 5 a 10 salários mínimos (34,6%). O morador revela a maior parte sendo mulher (54,3%), solteira (64,8%), tem nível superior (40,7%), idade média de 33 anos e renda familiar mensal entre 5 a 10 salários mínimos (29,3%).

Os moradores utilizaram como principal meio de transporte para chegar ao evento veículos particulares tais como carro ou moto (26,0%), seguidos de perto pelo uso dos aplicativos de transporte (25,9%), ônibus (17,8%), deslocamento a pé (14,1 %), metrô (10,2%) e táxi (5,8%). Já os visitantes optaram, em sua maioria, pelos aplicativos (37,7%), seguidos de deslocamentos a pé (20,2%), carros e motos (18,3%) e táxi (8,6%). Vale destacar que o metrô trabalhou em horário estendido (três horas a mais do que o habitual) e atendeu mais de 887 mil passageiros no período.

Foram aplicados 1.299 questionários em 11 blocos de rua. O estudo possui uma margem de erro de 2,7%. A pesquisa está disponível para consulta no site: www.belohorizonte.mg.gov.br e também no www.observatorioturismo.mg.gov.br.

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