19 de janeiro, 2018 | Autor(a): Lucas Rocha

S.O.S. quatro patas

Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Foto: Câmara municipal

Quem acompanha o trabalho de ativistas e ONGs já conseguem ter uma ideia clara do quão assustador e crescente são os casos de abandono de animais. Pior ainda as situações em que eles são maltratados de forma cruel, por vezes, não sobrevivendo. Com acesso maior à informação e a ferramentas que facilitam a mobilização em massa, a exemplo das redes sociais, a corrente do bem que se compromete em ajudar os bichinhos vem ganhando cada vez mais força e, consequentemente, chamando a atenção do poder público.
A jovem Natália Junqueira, de 26 anos, é uma dessas pessoas que transformou a paixão por animais em combustível para ajudar na batalha diária das ONGs e dos protetores dos animais. “Desde criança, quando eu ia para o interior, já sentia essa paixão pelos bichos, queria pegar todos pra mim. Quando me formei e não sabia ao certo o que fazer, resolvi me dedicar a algo que amasse e não fosse pela perspectiva profissional. Então, comecei a organizar um projeto onde arrecadava livros e depois vendia revertendo todo o dinheiro para as ONGs”, conta ela, ao acrescentar que hoje é membro da Sociedade Mineira Protetora dos Animais e atua principalmente ajudando nas feiras de adoção.
Participando ativamente do trabalho voluntário, por muitas vezes, Natália já viu casos muito tristes e lamenta a limitação que tanto ela quanto os projetos que acompanha tem em ajudar os animais. “Infelizmente, a maioria das ONGs não tem como resgatar e abrigar todos os bichos. Às vezes, as pessoas pensam que é por má vontade, mas, na verdade, é impossibilidade mesmo. A gente vê muitos casos de abandono e violência e percebe que falta um pouco mais de educação e orientação para as pessoas. Por exemplo, muitas pessoas ligam para a ONG para fazer denúncia, mas não possuem poder e autoridade para tomar determinadas atitudes”, explica ela.
Apaixonado pelos animais desde a época em que morava no bairro Santa Inês com a mãe e chegou a ter 12 animais resgatados em casa, a causa sempre recebeu atenção especial do vereador Osvaldo Lopes (PHS). Não à toa, ele é responsável por projetos de extrema importância para os bichos, a exemplo da proibição da venda em feiras, mercados e pet shops que não fossem provenientes de canis/gatis registrados junto à prefeitura e o fim dos veículos de tração animal, os famosos carroceiros, que infelizmente ainda insistem em colocar cavalos sob situações deploráveis de trabalho e exploração. “Desde a infância, essa causa me sensibilizou e eu não parei mais. Fui muito feliz em ter um desses projetos aprovados em primeiro turno e perceber que a questão havia mobilizado meus colegas de Câmara”, comenta.
Voluntários, protetores e ONGs também ganharam atenção especial com o projeto “Farmácia do bem”, em que pessoas devidamente credenciadas terão acesso a medicamentos para animais em preços muito mais acessíveis do que os praticados no mercado. Mas um dos seus projetos deve causar mais polêmica em 2018, embora seja de extrema importância para a qualidade de vida dos animais: a proibição na fabricação e na utilização dos fogos de artifício que emitem estrondos. “A situação vista no último réveillon, com animais morrendo e chegando a se automutilar foi um exemplo claro de como essa discussão é necessária e urgente. Inclusive, não somente para os animais, mas para prezar a qualidade de vida de idosos, enfermos e recém-nascidos”, afirma o vereador.

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