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27 de junho, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Reforma política não sai

A tão falada reforma política, pomposamente chamada de ‘mãe de todas as reformas’, aparentemente, vai promover mudanças para que tudo permaneça igual. Duvidam? Pois olhem em que estão concentrados, armados para a briga, nossos políticos.

É claro que no financiamento futuro das campanhas que, supostamente, para tornar mais transparente e menos corrupto processo eleitoral, se quer público. Pois não é que, antes de qualquer outra coisa, querem logo definir a formação do bolo – falam num fundo de r$,3,5 bilhões- e a forma de dividi-lo. Lógica que a proposta de maior sucesso, capaz de unir cobras e tatus, privilegia quem já está instalado.

Ninguém tem disposição de abrir o cofre para os que estão começando, até para não ser ameaçado nas urnas. Este certamente será um dos grandes embates da reforma que não tem a menor chance de ser algo que mereça este nome. Vamos ter apenas mais um remendo naturalmente para favorecer os que já estão lá.

O ‘remendão’ será o fundo público para financiamento de campanha que se sabe, desde já, não será o único recurso a entrar nas campanhas. Até os estagiários de marketing político sabem que, numa campanha, o que se declara à Justiça Eleitoral não foi o que efetivamente se gastou. Até porque, os acertos de apoiamento político, não podem ser lançados como despesas de campanha.

Os “currais eleitorais”, acreditem, ainda existem, apesar da internet, redes sociais e outras modernidades da comunicação. Nesta área de financiamento, se quiserem mesmo fazer algo, comecem colocando todas as legendas em pé de igualdade. Todo mundo recebendo seu quinhão igual. A participação proporcional seria implantado devagar, a cada eleição. Melhor seria até que houvesse a extinção das atuais legendas e a formação de novas, dentro de um número limitado, acabando com os proprietários de partido e na farra das negociações para a constituição da governabilidade.

Esta extinção poderia ser decretada pela Justiça Eleitoral, considerando-se que todos os partidos estão no centro da corrupção. Se se pune empresas, porque não punir partidos? A legenda é corrupta, ponha-se um fim nela, já que o povo não coloca este fim pelas urnas, que o Judiciário faça. Talvez dê resultado dispersar os corruptos.

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