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8 de junho, 2017 | Autor(a): Agência Minas

Programa Juventudes busca garantir autonomia de jovens em Minas Gerais

Osvaldo Afonso

O Governo de Minas Gerais tem intensificado as ações em áreas de maior vulnerabilidade econômica e social de Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e em Passos, no sudoeste do estado. O objetivo: garantir uma convergência de ações, tanto do Estado, quanto dos municípios, para que os jovens dessas regiões tenham acesso, por exemplo, à capacitação, melhorem a empregabilidade e possam retornar ou ingressar na escola formal.

Para isso, uma série de diagnósticos de comunidades desses municípios foi feita pela Fundação João Pinheiro (FJP), a pedido da Sedese, para assegurar, de forma mais apurada, um retrato da realidade local.

Essa iniciativa da Sedese faz parte do Programa Juventudes, que busca garantir a promoção da autonomia de jovens que se encontram em regiões de alta vulnerabilidade e risco social, com precário acesso a direitos sociais e com elevado índice de homicídios.

Com base nesses diagnósticos, a Sedese deu início ao ciclo de oficinas Juventudes e Territórios, que reúne nessas comunidades técnicos da Sedese e da FJP, além de trabalhadores que atuam na rede de serviços e gestores e técnicos das prefeituras.

Esse trabalho, para conhecer melhor a realidade local, teve início no bairro Nova Contagem, no município de Contagem, na Grande BH, oportunidade em que foi discutida com a comunidade local a exposição à violência, além de aspectos relacionados ao trabalho e educação que afetam a vida da população jovem dessas regiões intramunicipais priorizadas pelo Programa Juventudes. Esta ação ocorreu na segunda-feira (5/6). Além disso, a estratégia também já foi levada às comunidades do Alto Vera Cruz, Taquaril, Granja de Freitas, em Belo Horizonte, e às do Citrolândia, Teresópolis e Vila Recreio, em Betim.

Na sexta-feira (9/6), como sequência, técnicos vão discutir os dados do Jardim Felicidade e da Serra, também na capital mineira. Na próxima segunda-feira (12/6), o trabalho chega ao bairro Florença, em Ribeirão das Neves, e, no dia seguinte, terça-feira (13/6), ao Morro das Pedras e Santa Lúcia (Belo Horizonte). Em Passos, a data ainda será definida.

De acordo com a assessora estratégica de Programas Especiais da Sedese, Aidê Cançado Almeida, o Programa Juventudes se dirige a essas regiões como forma de estimular a convergência de ações de diversos setores, do Estado e dos municípios, para esses jovens.

“Então, os diagnósticos das áreas intramunicipais, contratados pela Sedese e realizados pela FJP, ajudam as equipes de trabalho nesses locais, da educação, da assistência social, da Sedese, do Fica Vivo!, a enxergar melhor aquela realidade e poder atuar de forma mais integrada, dirigindo a atenção à proteção integral desses jovens”, conta.

Aidê Cançado ressalta, ainda, a importância desse momento, de primeiro enxergar uma determinada área intramunicipal, porque o Programa Juventudes pretende, cada vez mais, dirigir ações específicas para cada território.

“Esse diagnóstico vai nos possibilitar adequar um pouco melhor as ações que já estamos desenvolvendo nesses locais e ampliar o diálogo com outros setores, cada um na sua competência, canalizando ações para os jovens mais vulneráveis dessas regiões”, enfatiza.

Segundo a assessora estratégica da Sedese, é necessário dar oportunidades a esses jovens que façam sentido em suas vidas. “Tanto mudar uma trajetória quanto de oportunizar experiências significativas. Por exemplo, o que está fora da escola, poder frequentar os nossos cursos de qualificação. A ideia é que parte desses jovens possa voltar para a escola formal, a partir de uma articulação com o projeto Vem, da Secretaria de Educação”, explica.

Para a gestora do Centro de Prevenção Social à Criminalidade de Nova Contagem, Cristiane Zeferino, esse diagnóstico vai subsidiar a construção de alternativas mais assertivas em relação aos impasses vivenciados no território.

“A apresentação dos dados levantados pela Fundação João Pinheiro vai poder contribuir para que a gente possa elaborar um plano local de prevenção à violência mais qualificado. A pesquisa não aborda só essa temática, mas nós avaliamos que, a partir dos elementos que os técnicos estão trazendo, será possível pensar em um plano local que englobe toda a complexidade do território”, afirma.

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