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Tudo BH
14 de março, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Política é que resolve

A atividade política é essencial a qualquer país, notadamente nas democracias. Disso ninguém duvida, mas no caso brasileiro, as coisas vão tomando rumos perigosos. Já nem falo na corrupção, pois esta, parece, se incorporou ao nosso cotidiano. É tão presente em nossas vidas que, ou reagimos, ou vamos passar a considerar a prática normal, o que significa aceitá-la.

Tão grave quanto a corrupção, por ser certamente a sua origem, é a maneira com que se debate política neste país. As ideias sumiram no tempo e nossos políticos perderam a compostura. Brigam na defesa de interesses próprios, mesmo que tenham a aparência de serem estes do interesse dos grupos que representam. Brigam pela paternidade daquilo que deveria ser do Estado, não de governos ou pessoas. O exemplo da ex-presidente Dilma e do senador petista Humberto Costa, reclamando por Temer ter participado de entrega de obras de desvio do São Francisco, pontua bem como amesquinharam a política brasileira. Dizer que a obra é de Lula é transformar em um bem pessoal ações do Estado. O resultado deste tipo de pensamento é exatamente o que estamos assistindo agora. A maior crise de nossa história é o resultado da má prática política. Da apropriação do Estado por grupos uma prática que, registre-se, não nasceu agora. Ela apenas ficou escancarada.

O Estado não tem dono. Se suas ações são boas para a população, que sejam de todos, apoiadas por todos. Na política, dizia Tancredo, brigam as ideias, não os homens. As bancadas de Minas, no Senado e na Câmara Federal, por inspiração do senador Anastasia e do deputado Fábio Ramalho, deram uma demonstração de que ainda é possível praticar a boa política. Separadamente estiveram com o presidente Temer para defender propostas que foram apresentadas pelo governador petista Fernando Pimentel. Agiram como se deve agir. Se a proposta é boa, é de todos, embora se possa debater pontos dela, buscando adequação á linha de pensamento de cada grupo. Sem mesquinharias.Até porque, se o povo ganha, ganham todos.

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