26 de janeiro, 2018 | Autor(a): Lucas Rocha

Pleno aprendizado

Foto: Juliana Flister / Agencia i7

Por muito tempo, e mesmo nos dias atuais, os estudantes que fazem reforço escolar sempre receberam o rótulo de serem menos inteligentes ou coisas do tipo. Mas, se depender de uma turma de professores e alunos, essa história está cada vez mais perto de ser mudada. Atualmente é mais comum e até indicado por profissionais do setor que os estudantes recebam acompanhamento mais próximo na hora dos estudos para aumentar o desempenho escolar e garantirem aprendizado completo e mais profundo.
Em Belo Horizonte, diversas escolas especializadas nesse tipo de serviço vêm aperfeiçoando cada vez mais a forma de enxergar o aluno, suas dificuldades e os melhores métodos para que o quadro seja revertido. É o caso do Nerd, o Núcleo de Ensino Reforço e Desenvolvimento, que em breve passa a se tornar uma rede maior com o nome de Kogno, do diretor pedagógico Pedro Ricci.
“Há 12 anos, quando trabalhava especialmente com alunos que tinham Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), comecei a desenvolver um método específico para esse público. Depois, percebi que ele se adaptava muito bem também para quem não tinha o problema”, conta. O Nerd já existe há cinco anos e seu método foi se aperfeiçoando e enveredando para a desverticalização do ensino. “Há uma troca entre aluno e professor, de forma que o aprendiz assume uma voz ativa na construção do ensino”, explica Ricci, ao acrescentar que pesquisas mostram que o percentual sobe de 10% para 80% na absorção do conteúdo quando o aluno elabora o que aprendeu para outro ouvinte.
Pensando que, na maior parte das escolas, a quantidade de alunos por sala varia entre 30 a 40 alunos, é cada vez mais difícil para o professor identificar as dificuldades de cada estudante e o quanto o conteúdo apresentado ali de fato foi compreendido individualmente. Isso porque cada pessoa tem uma forma de responder à dinâmica da aula, à personalidade do professor e até mesmo diferentes aptidões, o que se revela no desempenho das disciplinas.
Tentando identificar como funciona o perfil de cada aluno, a Dialogare desenvolveu o Diagnóstico de Competência Estudantil. “O reconhecimento das especificidades funciona com vários tipos de jogos, avaliações e análises do comportamento em situações de aprendizagem. Com os resultados, o orientador encontra um professor que se encaixa da melhor maneira ao perfil da criança ou adolescente. Por exemplo, existem alunos que são mais objetivos e não combinam com uma metodologia em que o professor fala muito”, conta o diretor e fundador Henrique Portugal.

Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Mãe de Giulia, de 17 anos, Daniela Barbosa Lopes entendeu a importância do acompanhamento como uma forma de manter o aprendizado e o conteúdo em dia. “Ela está começando agora, mas já sinto que vai fazer muita diferença. Esse tipo de ajuda identifica com clareza onde estão as dificuldades e ajuda a preencher as lacunas que ficaram de anos anteriores, até mesmo porque nem todas as dúvidas conseguem ser respondidas durante as aulas. São métodos que deixam de ser apenas para ser aprovado, mas que incentivam o aluno a gostar do estudo”, analisa a mãe.

Dicas para melhorar o desempenho estudantil
• A organização pessoal é um dos primeiros passos, desenvolvendo maior capacidade de autonomia nos estudos;
• Organizar horários para estudar e fazer lições de casa é imprescindível para criar uma rotina;
• Estabeleça horários para o lazer e a prática de atividades físicas;
• Dormir as oito horas recomendadas diariamente auxilia no processo de memorização e aprendizagem;
• Evite a ingestão de alimentos industrializados e priorize refeições balanceadas;
• Estude pelo menos uma hora por dia o conteúdo aprendido e não deixe acumular as matérias às vésperas das atividades avaliativas.

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