7 de novembro, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Partido sem influência

Falta menos de um ano para as eleições de 2018, quando o país deverá escolher qual rumo seguir. As pesquisas – e como tem aparecido pesquisas de diferentes institutos- indicam o que sempre indicaram nesta altura do processo: polarização entre candidatos de campos opostos. Isto nas pesquisas quantitativas, as que medem intenção de votos num determinado momento do processo. São, como gostam de dizer os políticos, um retrato do momento eleitoral.  O que se vê em números, nem sempre coincide com o que se flagra nas pesquisas qualitativas, que servem para compreender o comportamento, a opinião e as expectativas de um determinado grupo da população, buscando compreender o que pode motivar a decisão de voto. Especialistas em pesquisas e alguns cientistas políticos asseguram que há fortes divergências entre os números encontrados pelas quantitativas e as expectativas da qualitativa. Estas divergências é que têm alimentado algumas movimentações no tabuleiro sucessório. É que a sinalização é de esgotamento dos candidatos de extremas e de uma tendência do eleitor em optar por candidatos mais conservadores com perfis modernos. É nesta tendência que se agarram Dória e Meirelles- o ministro ainda mais- para sustentarem suas postulações, as do ministro um pouco disfarçadas ainda. Dória age para quebrar a polarização entre extremos, teoricamente representados por Lula e Bolsonaro, restringindo a disputa entre uma suposta esquerda populista, representada pela candidatura do PT, e uma candidatura de centro progressista, representada por ele. Meirelles segue mais cauteloso, evitando conflitos, mas apostando na recuperação da economia. Se isto acontecer, especialmente a retomada do emprego,  se apresenta como o candidato responsável pela retomada do crescimento, como fez FHC, em 1994, quando montado no Plano Real, venceu, no primeiro turno, o petista Lula que, como agora, liderava com folga na quantitativa, a disputa presidencial. Aliás, a retomada do crescimento serve também a JOAO Dória, que anteontem no Canal Livre mostrou que esta pronto depois que venceu a eleição municipal em SP no primeiro turno. Só é ruim para Lula. Para Bolsonaro é indiferente. Sua candidatura se baseia na moralidade. Como se no regime militar a situação da corrupção fosse diferente.

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