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9 de agosto, 2017 | Autor(a): Lucas Rocha

Papo reto

(Foto: Élcio Paraíso / Divulgação GNT)

Para quem conhece e acompanha as trajetórias profissionais, pessoais e os posicionamentos dessas quatro mulheres, sabe o quão difícil é poupar elogios e não admirá-las. Na noite desta terça-feira (8), Tais Araújo, Astrid Fontenelle, Pitty e Mônica Martelli mostraram que com elas a saia é justa justíssima e o papo é reto. As apresentadoras desembarcaram na capital para a gravação do programa do canal GNT, Saia Justa – Por aí, no teatro Bradesco.

Para o programa que vai ao ar nesta quarta-feira (9), às 21h30, as apresentadoras convidaram a atriz Débora Falabella, Paula Fernandes e Fernanda Takai para um papo descontraído sobre a personalidade, gastronomia e a cultura do mineiro, incluindo uma visita ao renomado Instituto Inhotim.

Mas como o que a gente gosta mesmo é de saber dos bastidores, eu conversei um pouco com elas sobre a gravação e a experiência de rodar o Brasil com o programa. Depois de considerarem o público mais respeitoso e animado nos momentos adequados, quando questionadas sobre a possibilidade do famoso “Fora Temer” ecoar da plateia mineira, Astrid foi direta. “Que pena que não teve! Eu ia amar essa saia justa!”, contou a veterana que volta a gravar seu programa Chegadas e Partidas em breve depois de muitos pedidos do público.

Considerada uma temporada mais “pop” e com intenção de estar mais próxima do público, a necessidade de mostrar representatividade para o público que se identifica com cada uma das apresentadoras tem sido um foco que ganha atenção. “Não existe uma fórmula, mas algo que dá muito certo e aproxima do público é o fato da gente se mostrar como mulheres reais e falar dos nossos problemas, da barra que é ser mulher. É o público se identificar com a Pitty, por exemplo, entrar nessa jornada de voltar a trabalhar e deixar o filho em casa”, explica Astrid que relembrou o caso do programa sobre aborto, quando mesmo com medo da reação do público optou por revelar que já havia feito. “Não fazia sentido chegar lá e falar ‘Ah eu conheço uma pessoa’ que fez. Não existe fórmula melhor que essa de falar da nossa história. Isso não está em nenhum livro”, diz. Estreante como apresentadora, Pitty ainda colocou um contraponto: “Acho que existe muito disso, mas também temos a preocupação de não serem falas egocêntricas que mostrem apenas o que ‘eu acho’ ou o que ‘eu penso’. Então, acho bacana quando falamos de assuntos gerais e temos o cuidado de trazer dados ou convidados especialistas pra mostrar que não é ‘achismo’”.

Com entrosamento e profissionalismo, as quatro conseguiram alinhar um ritmo e uma forma de dialogar ímpar que respeita e dá espaço seja para o jeito mais expansivo de Tais e Mônica ou o jeito tímido de Pitty. “Acho que dá muito certo até mesmo pela forma como a gente se expõe que é muito verdadeira e de se colocar no lugar do outro”, acrescenta Mônica, que revelou trazer sua nova peça “Minha vida em Marte” para Belo Horizonte conciliando com a gravação da sequência do filme “Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou”.

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