6 de fevereiro, 2018 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

O plano lulista

Já está maduro o plano de Lula e seus seguidores petistas de transformarem o Brasil numa imensa Venezuela. Se ainda estivessem no Poder teria sido mais fácil mas, para chegar lá novamente, têm que enfrentar o passo a passo da desmoralização das instituições que, no caso brasileiro, tem como primeiro objetivo salvar Lula da prisão e do esquecimento político. Pode ser que se consiga desmoralizar as instituições, todas elas, mas depois quem governará? Antes de salvar o chefe e mito, é preciso que petistas e seus aliados, remunerados ou não, pensem que tipo de democracia teremos pós terra arrasada, qualquer que seja o vencedor da disputa eleitoral. Fixem um pouco o olhar na Venezuela e reparem no que foi transformado um país rico, que em termos de crises políticas era exceção na América Latina. A ganância de Hugo Chávez que começou a destruir o país e escolheu Maduro para completar sua obra. A divisão por lá é tão profunda, a economia está tão destroçada, que não se deve esperar a recuperação venezuelana num governo democrático, saído das urnas. Não chegamos a tanto, mas também nada garante que no próximo governo, mesmo eleito democraticamente, apesar de tudo, não podemos, por nossa irresponsabilidade e omissão, chegar a uma situação de ingovernabilidade. Nossa experiência nos mostra que não somos capazes de promover grandes mudanças pelo voto. Se mudamos a “cabeça”, como aconteceu elegendo Lula, não somos capazes de montar um corpo coerente, com identidade de ideias. Invariavelmente temos um Executivo distante do Legislativo, o que nos leva a dificuldades de governabilidade, sempre resolvido da pior maneira, com compra de deputados. Não será diferente este ano. Se for diferente, será para pior. Com um presidente sem legitimidade, apesar dos votos, fruto de uma campanha sem debate de ideias, sendo obrigado a se sujeitar a um Congresso com minorias radicais e maioria disposta a cobrar alto o apoio. Para complicar, com um Judiciário e um Ministério Público desmoralizado, resultado do jogo que se joga agora.

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