23 de novembro, 2017 | Autor(a): Agência Minas

Lutadores mineiros de MMA comemoram bom ano em Minas Gerais

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Com diversos lutadores de MMA espalhados pelos principais eventos ao redor do mundo, cada vez mais Minas Gerais tem se tornado um dos polos das Artes Marciais Mistas no Brasil.

Comprovando o bom momento da modalidade, as duas últimas edições do Jungle Fight foram realizadas, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Esportes (Seesp), com a sessão não onerosa do Mineirinho, e também com o aporte de R$ 40 mil, por meio do Edital 01/2017 de Chamamento Público para Concessão de Patrocínio a Eventos.

Mas não foi apenas o público que se beneficiou com a vinda do maior evento de MMA da América Latina para Minas. Como é de praxe, a fim de atrair os olhares da população local, os organizadores do evento rechearam os dois cards com lutadores mineiros, gerando assim uma oportunidade para que atletas de todo o estado conquistassem um destaque a nível nacional.

E três lutadores mineiros, Bruce Souto, Dênis “Três Dedos” Oliveira, Eduardo “Máquina da Dor” de Souza, além de vencerem seus combates no Jungle, conquistaram os cinturões de suas respectivas categorias – meio-médio (até 77kg), mosca (até 57 kg) e galo (até 61kg).

Celeiro de atletas, o Jungle é a principal porta de entrada para os lutadores no UFC, principal competição do MMA no mundo. Do evento já saíram nomes como José Aldo, Lyoto Machida, Fabricio Werdum, Renan Barão, Ronaldo Jacaré e, mais recentemente, o mineiro Paulo Henrique Borrachinha, que atualmente é a principal aposta do Ultimate na categoria dos pesos médios (até 84kg).

O feito de Borrachinha, que após conquistar o cinturão do Jungle foi contratado pelo UFC, inspira outros lutadores mineiros, que sonham em percorrer o mesmo caminho que o conterrâneo. E é exatamente este o exemplo que Eduardo Máquina da Dor espera seguir.

“Sem dúvida a conquista do cinturão do Jungle é o principal passo que dei em minha carreira, na busca do meu objetivo que é chegar ao UFC. Tenho certeza que esse título coloca os olhos da organização em mim. Acredito que caso eu consiga realizar pelo menos uma defesa desse título, receberei um convite para lutar no Ultimate”, confia o lutador, que ainda aguarda o casamento de seu próximo combate na organização.

Eduardo começou sua carreira no MMA há seis anos, após ter competido e conquistado importantes títulos no muay thai e no jiu-jitsu. Hoje, além de ser lutador, ele é professor de artes marciais e comanda um projeto social que oferece aulas de luta para cerca de 50 crianças e adolescentes.

“Sempre fiz esse trabalho de dar aula de graça para crianças, mesmo sem nunca ter tido nenhum tipo de apoio financeiro. Tiro do meu próprio dinheiro para ajudar as crianças e adolescentes. Enquanto eles estão treinando comigo, tenho a certeza de que não estão nas ruas fazendo coisas erradas”, acredita o lutador, que espera realizar seu sonho de chegar ao UFC para ter mais condições de ampliar o trabalho social que já realiza.

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