12 de dezembro, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Lula não é candidatíssimo

Qual é o objetivo de Lula com estas caravanas que está realizando pelo país? Já são três- pelo norte nordeste, por algumas regiões de Minas e a última por cidades do Rio de Janeiro. Em nenhuma delas fez o que prometeu: ouvir o povo para sentir suas carências e expectativas. Ao contrário, em algumas cidades, onde havia pouca gente, até evitou o contato com a população e onde subiu ao palanque, mais falou do que ouviu. E do que tem falado? De sua própria situação, jurando inocência e acusando os que, segundo ele, estão m complô para prejudicá-lo. Não se pode dizer, apesar de sempre incluir em suas falas a possibilidade de disputar as eleições e voltar ao Poder, que Lula esteja em campanha. O tom cada vez mais agressivo contra os que nomeou seus inimigos, mais claramente contra Sérgio Moro, expõe um Lula amedrontado, na quase certeza de que será condenado e que, por isso, procura se mostrar ao seus seguidores como um perseguido político. Seus discursos são cada vez menos uma peça de campanha e cada vez mais uma peça de defesa. Lula está convencido de que não escapará de uma condenação e que por isso, dificilmente disputará uma nova eleição em 2018. Busca uma saída para salvar sua biografia, sem a dramaticidade do gesto de Getúlio, mas que o coloque como uma vítima que tombou por defender os pobres. SE não é isto o que pensa Lula, é bom que comece a mudar sua estratégia. Seu campo de apoio, apesar das pesquisas indicarem  o contrário, vai ficando reduzido. Ele precisa agir para recuperar a classe média que, se ainda não o abandonou, anda muito desconfiada de sua viabilidade política. Aparentemente firme com ele permanecem os eleitores mais pobres, dependentes dos programas sociais que implantou, e a turma da esquerda caviar. O primeiro grupo pode ser conquistado por outro candidato, especialmente se houver uma sólida reversão na situação econômica. Já a turma do caviar, os intelectuais que insistem em não evoluir, devem ir com ele até  final. Mas são muito poucos, sem poder de influenciar pessoas, por isso pouco significativos numa disputa eleitoral.

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