30 de janeiro, 2018 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Lula, a bola da vez

Bem, fevereiro começa esta semana. Teremos o Carnaval, o final do Horário de Verão, o reinício das aulas, o fim do recesso no Legislativo e no Judiciário. Mas o assunto principal continuará sendo Lula. Não que se espere grandes novidades no caso – uma eventual prisão seria o próximo fato importante, capaz de envolver a sociedade, mas isto é possibilidade zero- que continuará ocupando espaço nos veículos de comunicação e nas redes sociais através de factoides criados principalmente pelos seguidores do ex presidente, embora a turma do contra também colabore com isto. Manter-se em evidência, e como mártir, mais do que interessa, é fundamental para o petista.  Lula sabe que vem sofrendo um processo de esvaziamento e que, ao contrário das outras disputas, quando a economia pesou muito na escolha do candidato, esta será uma disputa em que o tema corrupção mexerá muito com o eleitor.  “o rouba mas faz”, advertem alguns analistas,  pode deixar de ser a opção do cidadão. Evitar o ostracismo, mantendo-se em evidência, pode ser também uma questão de sobrevivência pessoal, não apenas política. Enquanto estiver ocupando espaço como pretenso candidato perseguido pelas elites, Lula fica mais blindado e influencia na decisão do Supremo quanto a validade de prisões após decisão em segunda instância. Lula, porém, já está avisado de que precisa conter-se um pouco nas suas falas e colocar mão de ferro na boca de seus seguidores bravateiros, como Stédile, Lindberg e Hoffmann, que com suas ameaças infantis de tocar fogo no país, assustam o cidadão, já desgastado com a violência cotidiana, e irritam quem decide, criando um cabo de guerra em que Lula é o único que tem a perder. A começar por apressar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral quanto a sua inelegibilidade. Por falar nisto, na semana que vem o ministro Luiz Fux assume a presidência do TSE, substituindo Gilmar Mendes que encerra seu mandato, e fica no cargo até agosto, quando entrega a presidência para Rosa Weber que fica dois anos no cargo. Sai Mendes, entra Fux, uma troca que pode ser interessante para Lula e outros petistas.

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