19 de dezembro, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Julgamento é agora

Antes da hora não é hora. Depois da hora, já não é hora. A hora é na hora. E, por mais que protestem, é mesmo hora de julgar a todos, e não apenas a poucos, os que pretendem disputar as eleições do ano que vem.  Nada justifica deixar julgamentos de quem pleiteia cargo público para os momentos finais da disputa. Assim como nada justifica  demorar no julgamento dos que, por qualquer forma de fraude ou abuso, tornaram ilegítimos os mandatos que conquistaram .  É absolutamente políticos perderem seus mandatos já ao término deles o que significa que exerceram ilegitimamente o cargo do qual foram defenestrados por decisão judicial. Decisão que deveria ter vindo com mais rapidez,  pois Justiça que tarda não é justiça. O país não pode entrar num processo eleitoral  com tantos candidatos com pendências. Já se fala até em candidato registrado através de liminares. E se um candidato nestas condições vence a disputa e depois é condenado? É preciso parar de brincar com coisas sérias. E, infelizmente, o que mais se tem feito pelas defesas de envolvidos na Lava Jato é brincar com coisas mais do que sérias. É brincar com as instituições, com a democracia. Usam de artifícios, éticos ou não, para protelar os julgamentos e depois saem acusando pessoas e instituições de perseguição, de tentarem impedir candidaturas. Sem argumentos que sustentem suas defesas, acabam partindo para o ataque, tentando desqualificar acusadores e provas e o pior, às vezes com apoio de parcela da imprensa que busca a polêmica como instrumento visibilidade. Não é uma discussão para agora, pois temas polêmicos não faltam, mas vai chegar a hora em que a sociedade, e em especial as entidades de classe, terão que abrir a discussão dos limites das ações jurídicas. O que é e qual é seu limite, a ampla defesa. Este direito não pode continuar incluindo artimanhas para protelar julgamentos. Não pode incluir o direito de se desqualificar pessoas. De apresentar falsas provas e testemunhas que nada acrescentam. Agir assim, é dar à acusação  mesmo direito. E isto será péssimo para a democracia. O melhor mesmo é que a Justiça age com a presteza e a responsabilidade que dela se exige. Que seja dura, mas isenta.

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