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16 de maio, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

João Doria repercute em Nova York

O prefeito de São Paulo, João Doria, recebe nesta terça-feira em Nova York, o título de Person of The Year com a premiação pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.  Doria recebe o reconhecimento mais por sua vida empresarial do que pela sua participação política, situação inversa a de outros brasileiros como Fernando Henrique e Armínio Fraga que tiveram o reconhecimento após deixarem suas atividades na vida pública.

Mas é inegável que a estreia política do prefeito paulistano teve peso na indicação pelo que ela representa de mudança não apenas de nome, mas, principalmente, de conceito de gestão pública. Mais do que qualquer outro, embora as eleições municipais tenham trazido boas novidades, Doria encarna o desejo do brasileiro de alterar o ambiente político brasileiro. Há sentimento de repulsa não aos velhos políticos – alguns até se salvam – mas às velhas práticas políticas, de falsas promessas e de covardia de enfrentar os problemas reais do país, com a opção pelo populismo demagógico, que, há anos, arrasta o país para o abismo.

A incapacidade de gestão, somada  à enorme capacidade de se envolverem em escândalos, acabou levando a este distanciamento entre o povo e os políticos, abrindo caminho para novos nomes, políticos sim, mas sem os ranços do passado. Este reconhecimento da Câmara de Comércio Brasil-EUA dará, sem dúvida, um grande impulso a João Doria que, surpreendentemente para a maioria do povo, vem surgindo nas pesquisas eleitorais como o “tucano” mais viável para a disputa presidencial no ano que vem. O título dá a ele credibilidade junto a uma camada da população que ainda se assusta com o novo e que tem restrições aos que chegam para promover mudanças efetivas, não apenas de palavras.

Os fatos mostram que o Brasil não pode prescindir destas mudanças.  O país precisa enfrentar abertamente seus problemas que não são poucos. No governo, quem tem tido a coragem de enfrentar resistências é o ministro Henrique Meirelles que tem sido o condutor das reformas em análise no Congresso. Sem ele, certamente estas propostas nem estariam em debate ou, se estivessem, já teriam sido inteiramente desvirtuadas para atender interesses menores, interesses de quem deseja do povo apenas o voto, para fazer dele instrumento de barganhas e ganhos pessoais. Hoje faz palestra na Conexão Empresarial em Belo Horizonte, evento promovido pela VB Comunicação.

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