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Tudo BH
12 de junho, 2017 | Autor(a): Guilherme Aroeira

Inês Peixoto

Pedro Vilela / Agencia i7

Integrante do Grupo Galpão, que comemora 35 anos de estrada em 2017, Inês Peixoto começou a vida artística em 1979, quando ingressou no Teatro Universitário (TU). Em 1992, tornou-se integrante do Galpão. “É uma alegria muito grande e verdadeira fazer parte desse coletivo artistítico. O Galpão é talvez um dos únicos grupos de atores há tanto tempo juntos. Somos atores que estão há 35 anos e não existe ninguém que está há menos de 20 anos no grupo”, celebra.

Inês comenta ainda a relação do coletivo teatral com a cidade: “O Galpão tem essa felicidade de ser amado pela cidade. Nosso público é fiel ao grupo e se orgulha muito de nossa experiência. É uma alegria o Galpão se fazer presente na cidade e BH fazer parte do Galpão”. Além do teatro, Inês também está presente no cinema brasileiro, em filmes como Meu pé de laranja-lima, de Marcos Bernstein, e mais recentemente no longa Redemoinho, de José Villamarim, e na TV, com a minissérie Hoje é dia de Maria” e a novela Meu pedacinho de chão, ambos de Luiz Fernando Carvalho.

Sinal verde: Pessoas, beleza e cultura

“O que eu mais gosto em BH são os mineiros. Gosto da hospitalidade, da culinária. Além disso, gosto dos parques – apesar de poucos –, como o Municipal, das Mangabeiras e Lagoa do Nado. É uma cidade que tem parques muito bonitos. Além disso, Belo Horizonte também consegue juntar um pouco da grande diversidade cultural de Minas Gerais. São várias manifestações artísticas, na música, na dança. Na mesma cidade, você tem o Skank, Clube da Esquina, Sepultura, como exemplo dessa riqueza cultural”, destaca.

Sinal amarelo: Pedestres e potencial audiovisual

“A cidade precisa de mais verde, mais árvores. Está tudo ficando muito seco e cinzento. E também precisamos humanizar mais as vias urbanas para o pedestre. Há um investimento médio no transporte público, na circulação de automóveis, mas um investimento muito baixo na circulação de pessoas. Além disso, BH tem um potencial enorme no audiovisual que precisa ser mais explorado, melhor trabalhado. Em 2017, temos projetos públicos que prometem proporcionar bons frutos, porque qualidade nós temos”, diz.

Sinal vermelho: Cidadão mais participativo

“Precisamos humanizar nosso atendimento de saúde, melhorar a educação, mais hospitais, como todas as grandes cidades do Brasil. Outro ponto é a necessidade de o poder público e a sociedade se unirem para tirar a população de rua dessa condição de risco. Estamos vivendo um momento em que o cidadão tem que participar mais do projeto da cidade, da política. Cada um tem que buscar mudar sua cidade com pequenas atitudes no dia a dia. Isso precisa ser mais valorizado e incentivado”, lamenta.

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