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Tudo BH
16 de janeiro, 2017 | Autor(a): Tudo BH

Hiperidrose: suor excessivo tem tratamento!

suor

Fotolia

Quantas vezes você se deparou com odores de pessoas nas ruas, nos ônibus, em festas? O famoso “desodorante vencido” muitas vezes não está ligado ao descuido com a higiene e sim com um problema de saúde. O mesmo exemplo vale para aqueles que apresentam suor excessivo nos pés e ao tirarem os sapatos afastam quem está por perto. O popular “chulé” também está ligado a produção de suor que, ao ter contato com fungos e bactérias, produz um cheiro forte.

O ser humano possui dois tipos de glândulas sudoríparas, as écrinas e as apócrinas. A primeira está espalhada por toda a derme e é responsável por manter a temperatura do nosso corpo em torno de 36,5 graus. Essa glândula é responsável pela produção do suor composto por água e sais minerais, que é expelido pelos poros. Esse suor é inodoro, sem cheiro.

Já aquele suor que causa mau cheiro é produzido pelas glândulas apócrinas, que estão localizados em pontos específicos do corpo humano: axilas, mamilos, região genital, couro cabeludo e planta dos pés. “O suor produzido por essas glândulas possui mais que água e sais minerais. Na maioria das vezes, esse suor tem também restos celulares e quando estão em contato com fungos e bactérias (microorganismos) ocorre uma ação química e o inocente suor apresenta um odor fétido”, relata o cirurgião plástico, Dr. Alexandre Kataoka (membro da SBCP e Perito do Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo – IMESC).

Sabe-se que quem tem diabetes, quem apresenta alterações hormonais, usam certos tipos de antibióticos e pessoas que fazem uso excessivo do álcool ou abusam de alimentos como pimenta, alho e cebola podem apresentar o quadro de bromidrose. Mas como e quando iniciar o tratamento? O primeiro passo é fazer corretamente o diagnóstico! Essa identificação deve ser feita por um médico que irá prescrever o tratamento correto.

Higiene

Quem apresenta o quadro de bromidrose não pode descuidar da higiene. Seja para evitar o mau cheiro nas axilas ou na planta dos pés, a higienização deve ser redobrada, principalmente no verão. Utilizar produtos anticépticos e desodorantes antitranspirantes, trocar o sapato e roupas diariamente e secar bem as axilas e os pés são algumas dicas.

Toxina ou cirurgia?

Dependendo do quadro e estágio da bromidrose, dois tratamentos são indicados. O uso da toxina botulínica (botox) após avaliação médica é uma importante arma no combate da bromidrose, tendo uma taxa de melhora em aproximadamente 60% dos pacientes. A aplicação deve ser feita a cada 6 meses. O objetivo é paralisar as glândulas, com a finalidade de diminuir a sudorese e a produção de microrganismos locais.

“Em casos que a toxina não foi efetiva, a opção é o procedimento cirúrgico. Dentre as cirurgias, 2 podem ser realizadas, a lipoaspiração superficial da região afetada ou a retirada total da região, ou ainda a combinação da duas técnicas”, diz o cirurgião.

Como todo procedimento cirúrgico, algumas medidas têm que ser adotadas com a finalidade de um procedimento seguro, como exames pré-operatórios e realização do procedimento em local adequado. A recuperação é rápida, durando cerca de 15 dias (variando de caso a caso).

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