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21 de fevereiro, 2017 | Autor(a): Fernando Torres

Doria abre Conexão Empresarial e relata feitos e metas do seu governo

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Tião Mourão

Sob o slogan da gestão e das parcerias com o setor privado, o novo prefeito de São Paulo, o empresário João Doria Jr. (PSDB), inaugurou o ciclo de palestras do Conexão Empresarial 2017, promovido pela VB Comunicação, no Espaço V, em Nova Lima. Eleito o “Homem do Ano” pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, Doria falou um pouco de sua trajetória durante as eleições e traçou um esboço das principais estratégias dos primeiros 52 dias à frente da prefeitura da maior cidade do país.

Exemplo disso é o programa Cidade Linda, lançado um dia depois da posse, com o próprio Doria vestido de gari e a missão de restaurar monumentos, paredes com pichações e ruas degradadas. “Não foi apenas uma ação de marketing. Todos os fins de semana, pego na vassoura para ajudar a cidade a ser mais limpa”, afirma. A operação também abrange o Mutirão Mário Covas, com o fim de revitalizar calçadas na região norte de São Paulo; e o Adote uma Praça, que incentiva empresas e pessoas físicas a se responsabilizarem pela manutenção e conservação das áreas verde urbanas. “Recuperamos cinco parques com o apoio do setor privado.”

O Cidade Segura, por sua vez, passou a entender a violência como um problema municipal, não apenas estadual. Para isso, Doria diz ter investido em blitze e promete a instalação de 10 mil câmeras nas ruas. Além de diminuir a sensação de insegurança, o objetivo também é fiscalizar e punir ações de vandalismo – leia-se pichadores. “Assinamos nesta segunda, em tempo recorde, o Programa de Combate a Pichações, com multas de 5 e 10 mil reais para quem for pego em flagrante”, diz.

Destaque também para o Corujão da Saúde, em parceria com 44 hospitais privados referências no país, a exemplo do Albert Einstein, do Sírio-Libanês e da Beneficência Portuguesa. “Encontramos uma lista de 476 mil pessoas à espera de exames e, em menos de dois meses, até 20 de fevereiro, conseguimos realizar 171 mil exames ao custo da tabela do SUS”, relata o prefeito paulistano.

Ainda na área da saúde, Doria anuncia o lançamento do programa Remédio Fácil: a proposta visa deslocar a distribuição dos medicamentos dos postos de saúde para as farmácias particulares. “Com isso, vamos economizar 450 milhões de reais em logística. É uma proposta tão boa que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, quer adotar essa medida no plano federal”, afirma.

A “máquina” Doria quer ainda privatizar e desestatizar 55 lotes da cidade, entre eles o parque Ibirapuera, o estádio Pacaembu, o autódromo de Interlagos e o centro de eventos do Anhembi – incluindo o sambódromo. “Eles podem gerar recursos para áreas mais necessárias à população, como saúde e educação”, diz. E encerra com a frase: “Não sou político. Sou gestor da vida pública”.

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