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11 de abril, 2016 | Autor(a): Graziella Gianinni

Devaneios sobre os furacões da vida…

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A gente deixa algumas coisas passarem por cima da gente e levarem tudo como em um furacão. Tudo sai do lugar e há uma desconstrução no que conhecemos até o momento como algo normal. Tudo começa de leve… A gente nem percebe a brisa que começa a refrescar, aos poucos aumenta, começa a sacudir alguns galhos e logo passa a ter força para derrubar árvores milenares.

A gente se permite. A gente se acostuma. Mas as escolhas também são nossas e, fica fácil ser derrubado quando você apenas deixa o furacão chegar. Não decide, não pensa… Só sente e é levado em uma velocidade que nunca viu antes: intensa.

Você pode escapar, entrar em alguma caverna, algum lugar que te dê abrigo. E pode ser que por lá você encontre alguém passando pela mesma situação e possa com ela, dividir seus anseios e medos. Mas, ainda que não haja ninguém não se sinta desolado. As coisas acontecem por propósitos interessantes. Ali, na hora, a gente não percebe mesmo. Mas o tempo passa e tudo fica claro como água cristalina. Tinha que ter sido daquele jeito.

O desapego aqui fica para que você não se prenda tanto em compreender que é ou não injustiçado. Entenda que os propósitos da vida são ensinamentos e sinais que a gente só consegue compreender com a maturidade, com o tempo.
As coisas acontecem mesmo, querendo a gente, ou não. O furacão chega, vira você do avesso, te coloca contra a parede, te derrete, mas te reconstrói de formas que você sequer imaginava que poderia. E o pior é que depois que tudo passar, você vai acabar se perguntado: por que ele demorou tanto?

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