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12 de maio, 2017 | Autor(a): Guilherme Aroeira

Coral Cidade dos Profetas apresenta composições do período colonial neste domingo

O público de Belo Horizonte e região terá a oportunidade de reviver um dos períodos mais marcantes da música sacra antiga, com olançamento do CD Mestres do Colonial Mineiro. O trabalho, gravado pelo Coral Cidade dos Profetas, composto por 35 artistas e regido pelo maestro José Herculano Amâncio, conta com relíquias escritas no século XVIII. O coral se apresenta  no dia 14 de maio (domingo, às 16h), em Belo Horizonte, na Basílica Nossa Senhora de Lourdes, Centro, com entrada gratuita

O CD, composto por cinco gravações festivas, revela pérolas com poucos registros fonográficos, como é o caso do Stabat Mater escrito por J.J.E Lobo de Mesquita (1746-1805), organista, maestro, compositor e professor brasileiro, considerado um dos grandes expoentes, senão o maior, da chamada Escola de Minas e um dos principais nomes da música erudita brasileira de todo o período colonial.

O Stabat Mater foi usado principalmente com duas funções cerimoniais: na sequência da Missa na Festa das Sete Dores da Beatíssima Virgem Maria, em 15 de setembro (é este que compõe o álbum), e, a partir de 1727, na Missa de Sexta-Feira após o primeiro Domingo da Paixão (também referido como o Manto da Beatíssima Maria). “A nossa música é riquíssima. Muitas das canções estão no inconsciente popular e outras preciosidades ficaram escondidas por décadas. Estamos fazendo gravação desse repertório com um coral experiente e de extrema qualidade. Foram quatro anos de ensaios dedicados a esse trabalho”, comenta o maestro.

No repertório do CD Mestres do Colonial Mineiro estão: Matinas de NatalCompositor não identificado, Século XVIII, 30´00’’ de gravação; Ofertório de Nossa Senhora da AssunçãoCompositor não identificado, Século XVIII; Stabat Mater – J.J.E Lobo de Mesquita 1746-1805, 5’40’’ de gravação; Maria Mater GratiaeMarcos Coelho Neto 1740-1806, 3’30’’ de gravação; e Magnificat Manoel Dias de Oliveira – 1735-1813 6´15’’ de gravação. Uma curiosidade relevada pelo maestro tem a ver com a assinatura das composições. “Neste período, no Brasil, era muito comum não haver informação sobre a autoria. Isso porque o mais importante era participar do rito. A obra em si e sua execução eram mais importantes que o nome”, explica.

 

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