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23 de maio, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Congresso tem que trabalhar

Deputados e senadores têm uma missão espinhosa pela frente. Terão que mostra ao país que são sérios e honestos. Centenas deles, quase a totalidade, estão expostos com as delações e com as informações que surgem sobre verbas para conquistar votos das reformas.

 

Só o grupo JBS afirma que financiou campanhas de mais de 1200 candidatos ao Congresso e que, por isso tem uma forte bancada parlamentar. O governo, por sua vez, comprometeu-se com a liberação de mais de R$ 50 bilhões em emendas e obras, para arregimentar os votos que garantam as reformas trabalhista e previdenciária.

 

Sobre deputados e senadores pesa a acusação de que só agem, principalmente, só votam com dinheiro na frente. Dinheiro para obras ou para os bolsos. A disposição de alguns, de paralisar os trabalhos no Congresso para segurar o governo, servirá apenas para aumentar a suspeita, ou a certeza, de que este Congresso só responde quando motivado por dinheiro. A desculpa da crise política envolvendo o presidente Temer e o senador Aécio – além é claro de Dilma, Lula e outros – não pode servir de desculpas para se ficar em casa, sem dar andamento a projetos importantes, em especial as reformas, já confirmadas como fundamentais para a retomada do crescimento da economia.

 

Afinal, o que esperam os parlamentares para cumprirem com suas obrigações? Se Temer será defenestrado ou não, pouco importa. As reformas e outros projetos em andamento no Congresso não são de um governo. São questões de Estado. Sendo assim, esperar um novo presidente, se é que haverá um, é perda de tempo. Se fundamentais com Temer, não serão diferentes com seu sucessor.

 

A não ser, claro, como parece a todos, que os deputados, cientes de que dificilmente receberão o que negociaram com Temer, prefiram colocar os projetos na gaveta, esperando o sucessor abrir o balcão de negócios para aprovação ou rejeição dos que estão em tramitação. É bom que os agentes econômicos, principais interessados na aprovação das reformas, fiquem atentos. Claro que não para entrar no jogo do pague-leve.

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