31 de outubro, 2017 | Autor(a): Agência Minas

Conferência discute destino e desafios das políticas públicas sobre drogas em Minas Gerais

Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG

Transformar propostas elaboradas pela sociedade civil em programas de governo. Este é o grande objetivo da 7ª Conferência Estadual de Políticas sobre Drogas, que acontece, no município de Mariana, nesta segunda e terça-feira (30 e 31/10).

Promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e sua Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), a conferência reúne 400 pessoas, entre especialistas da área, representantes da sociedade civil e do Poder Público.

A premissa do Governo do Estado – ouvir para governar – norteia a sétima conferência estadual, já que, até o final do evento, serão votadas propostas elaboradas pela sociedade civil durante as conferências municipais e regionais realizadas, em todo o estado, entre os meses de junho e setembro deste ano.

As propostas traçadas na conferência serão avaliadas durante a programação e direcionadas para que sejam transformadas em políticas públicas. Além disso, nestes dois dias, serão discutidas como estão as políticas já em andamento e a sua funcionalidade; os recursos financeiros empregados e as boas práticas executadas em todo o estado.

Neste primeiro dia, a subsecretária de Políticas sobre Drogas da Sesp, Patrícia Magalhães, ressaltou a importância da conferência para o desenho das políticas em Minas Gerais.

“Fazer este evento foi um desafio. Mas decidi assumir esta tarefa e, hoje, estamos aqui reunidos para discutir o rumo das políticas públicas no estado. Fico emocionada quando vejo tantas pessoas reunidas com um objetivo comum: transformar o cenário da prevenção, acolhimento e reinserção social, para elevar Minas Gerais a um patamar de excelência no que diz respeito às drogas”, disse Patrícia.

Com foco na juventude, o primeiro dia de conferência contou também com a presença do empresário e produtor musical, João Guilherme Estrela, que inspirou o filme “Meu nome não é Johnny”. Baseado na sua história de vida pessoal, o relato de Estrela foi sobre o seu caminho no mundo das drogas enquanto adolescente e o período de dois anos na prisão. O seu primeiro contato com a droga ocorreu aos 14 anos. A maconha foi a sua primeira experiência e, depois dela, outras vieram.

Para Estrela, “uma ação poderosa na base é fundamental para termos uma geração muito mais saudável. Isso é possível por meio do esporte, cultura, da intervenção familiar e da escola”, reforçou o empresário e produtor musical.

Ao longo da programação, acontecerão mesas de debates, com os temas educação, redes sociais e mídias, participação cidadã, segurança pública, saúde e assistência social – abordados não somente com foco em ações preventivas, mas em todos os âmbitos da temática: prevenção, acolhimento e reinserção.

Na terça-feira (31/10), serão debatidas e votadas as propostas trazidas pelos municípios e definidos os próximos passos da política pública estadual sobre a temática das drogas.

Foco na juventude

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas da Sesp – um local onde usuários e familiares têm o primeiro atendimento na caminhada da luta contra o vício em Minas Gerais -, mostrou que a maioria do público atendido (60,8%) iniciou o consumo de drogas ainda na adolescência. Por este motivo, nesta conferência, os jovens são o tema central.

O Governo de Minas Gerais já está trabalhando a temática das drogas com foco nos jovens. Para tanto, a Supod tem realizado no interior do estado maratonas de prevenção às drogas com alunos da rede pública e capacitações de professores. As maratonas, além de conscientizarem sobre os malefícios do uso de álcool e outros entorpecentes, estimulam a solidariedade, criatividade, companheirismo, saúde e educação. Até o momento, cerca de 2.700 alunos de 11 cidades já participaram da ação.

Além dos alunos, professores da rede pública também passam por capacitação. Técnicos da Supod preparam profissionais da educação, com base nas Diretrizes Internacionais de Prevenção na Base Escolar, para orientar os professores sobre a melhor forma de trabalhar com essa temática nas classes.

Com o treinamento, os profissionais podem refletir sobre o problema, aprender formas de identificar a questão no ambiente escolar, como preveni-lo e como auxiliar os jovens na busca por ajuda. Até aqui, já foram capacitados 1.085 professores dos municípios de Ipatinga, Sete Lagoas, Araguari, Nova Serrana, João pinheiro, Passos, Itamarandiba, Diamantina, Uberlândia, Varginha e Aimorés.

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