4 de março, 2017 | Autor(a): Alex Vilaça

Cláudia Manzo

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Pedro Vilela/Agência i7

Marco zero do hipercentro de BH, a praça Sete está não apenas no coração da capital mineira, mas também no de muitas pessoas. Desenhado por Aarão Reis no final do século 19, o centro nervoso da cidade foi lugar de chegada da musicista Cláudia Manzo, fundadora do bloco Bruta Flor. “Foi o primeiro lugar que conheci em BH. É um local interessante porque comporta vários encontros, como o Black Soul, as manifestações, os bares, o chorinho, a foto na hora”, conta. Palco importante de manifestações políticas e culturais, a praça é também espaço de conhecimento. “Foi um lugar de muito aprendizado desde quando era artesã. Gosto de pensar que minha cidade me dá a oportunidade de desenvolver projetos nas ruas, nas praças e nos seus edifícios, visando construir aprendizados com todo o tipo de pessoas”, declara. Cláudia Manzo.

Sinal verde: Ocupação democrática

“Uma das qualidades importantes de BH é a vontade dos habitantes em fazer dela um lugar de ocupação dos espaços públicos, de maneira democrática e multicultural. Hoje temos a praia da Estação, a gaymada, o Carnaval de rua e o duelo de MCs, por exemplo. Ocupação é uma palavra forte e essa caraterística deve ser mantida porque faz da cidade um lugar mais democrático, divertido, diverso e rico.”

Sinal amarelo: População abandonada

“Os projetos de privatização podem acabar com esse espaço aberto, democrático e amável que é BH. As autoridades devem entender que a cidade é de quem habita nela. Elas deveriam se preocupar, por exemplo, com o preço e a qualidade do transporte público e com a criação de mais abrigos para a população em situação de rua. Em resumo, deveriam estar mais atentos à qualidade de vida dos nossos habitantes.”

Sinal vermelho: Transporte oneroso

“O maior problema que a cidade enfrente hoje é, certamente, o transporte público. Além de péssimo, é também caro. É  difícil se movimentar na cidade. Todos têm direito a se movimentar na sua cidade com qualidade e a um preço acessível.”

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