22 de outubro, 2016 | Autor(a): Lucas Rocha

Cíntia Chagas

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Juliana Sícoli

Extrovertida e talentosa, a belo-horizontina Cíntia Chagas conquistou uma legião de fãs na capital e por todo o país graças aos métodos divertidos que ela encontrou para ensinar o português e as técnicas para fazer uma boa redação. Nascida na cidade, hoje Cíntia se divide entre a ponte aérea BH-SP. “Essa rotina de estar sempre indo para São Paulo acabou permitindo que eu pudesse enxergar algumas coisas mais claramente. Embora eu combine muito com esse ambiente workaholic do paulistano, pude ver que nenhuma cidade facilita tanto os encontros com amigos e familiares como Belo Horizonte”, conta.

Além de professora, Cíntia reúne os títulos de empresária com um cursinho pré-vestibular que hoje tem fila de espera de 2 anos, o de youtuber com um canal onde vem investindo cada vez mais em vídeos didáticos e o de apresentadora de um programa de rádio que estreia este mês. “Acabou que meus métodos e minha imagem não foram bem acolhidos no meu próprio meio profissional por preconceito. Cheguei a ser hostilizada nas redes sociais. Mas me orgulho muito de como minha trajetória se expandiu e como meus alunos e os pais sempre me valorizaram. Sou apaixonada por eles e eles por mim!”, conta.

Sinal verde: Lourdes x Belvedere

“Eu morei a vida inteira em Lourdes e lá é incrível por ter tudo próximo a você, por poder ir aos lugares a pé e ter esse clima de cidade do interior. Agora eu me mudei para o Belvedere e tem sido ótimo também. Além da temperatura, é um lugar que a vida saudável te chama. Eu, que sou muito ligada à saúde e ao exercício físico, sentia falta de um lugar pra correr, por exemplo. O ideal seria existir uma mistura dos dois”, se diverte a professora.

Sinal amarelo: Cuidado com os jovens

“Precisamos de mais espaços para o lazer dos adolescentes, principalmente nas periferias. Lembro da época que os moradores no Mangabeiras reclamavam de jovens que se divertiam na praça do Papa bebendo, ouvindo música. Por um lado entendo essas pessoas terem medo, mas esses jovens também têm o direito de se divertirem. O grande problema é que o governo não disponibiliza esses espaços e não se preocupa com eles, precisamos investir mais nisso”, afirma.

Sinal vermelho: Evolução da mente

“Acho que o belo-horizontino precisa abrir a mente pensando mais no coletivo e deixar pra trás o lado provinciano de ser. Como diria Tom Jobim, ‘fazer sucesso no Brasil é ofensa pessoal’. As pessoas ainda se preocupam mais com a vida alheia do que com a delas, até mesmo no ponto profissional. Acredito que se as pessoas em Belo Horizonte se libertarem de tantas amarras sociais vão conseguir ser muito mais felizes”, analisa Cíntia.

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