12 de dezembro, 2017 | Autor(a): Lucas Rocha

Cidade das histórias

Em ritmo de festa pelos 120 anos de BH, o TUDO BH revisita o surgimento e significado de locais que assistiram grande parte dessa trajetória

A história de Belo Horizonte começa muito antes mesmo de ganhar esse nome, quando ainda era conhecida como Arraial Curral Del Rei e depois Cidade de Minas. Hoje, prestes a completar 120 anos, a cidade que foi especialmente projetada para ser capital de Minas Gerais celebra seus cidadãos e os vários símbolos e lugares, alguns deles não tão famosos como outros, mas que mantêm papel afetivo para BH. Para homenagear alguns deles, revisitamos a memória de alguns estabelecimentos e a importância deles ao longo dos anos.

Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Talvez um dos lugares com mais apego para os belo-horizontinos, a rede de drogarias Araujo se tornou ao longo dos anos não somente um estabelecimento comercial como uma referência. É muito comum ouvir de cidadãos que já não moram na capital falarem de suas novas moradas que “o único problema daqui é não ter uma Araujo pertinho”. Nascida em 1906, ainda com o nome de Pharmácia Mineira, a drogaria sofreu uma mudança drástica quando o até então balconista Modesto Carvalho de Araujo, de apenas 17 anos, conseguiu juntar dinheiro para comprar o local, a primeira localizada na rua Curitiba próxima à rodoviária. Atualmente, com mais 170 unidades, foi uma das pioneiras em apostar no conceito drugstore reunindo um mix de produtos, atendimento 24 horas, vendas drive-thru e telemarketing de vendas.
Outro local que assistiu o crescimento de Belo Horizonte passando sua administração de geração em geração é a centenária loja de materiais de construção, Casa Falci. Tendo origem em solo carioca pelas mãos do italiano Aleixo Falci em 1908, a loja desembarcou em BH no ano de 1911 com o nome Aleixo Falci & filho localizando-se na emblemática avenida Afonso Pena. A quarta geração da família já comanda o local, hoje com sede na rua Rio Grande do Sul, no centro, e loja virtual, com entrega para todo o território nacional.

Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Cheia de histórias, a sorveteria São Domingos é pura nostalgia para o paladar graças aos seus gelatos produzidos à moda italiana. O nome vem do fundador, o italiano Domingos Dias Silva, que em 1929 vendia o produto ainda na cidade de Oliveira, depois mudou-se para BH com loja na rua da Bahia até o ano de 1934, quando abriu a tradicional unidade na avenida Getúlio Vargas. Com uma lista prestigiada de clientes que incluem nomes como Israel Pinheiro, Roberto Drummond, Fernando Brant, Milton Nascimento e o ex-presidente Juscelino Kubistchek, a sorveteria guarda mistério sobre os motivos do “São” em seu nome que só surgiu entre os anos de 1960 e 1970. “Já vi alguns mapas que sugerem que aquela região era chamada de São Domingos”, suspeita Domingos Dias Montenegro, que comanda a sorveteria desde 1983.

Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Situado no coração da cidade e com vista privilegiada para assistir o fluxo dos vários rostos, etnias, estilos, manifestações políticas e culturais que acontecem nas redondezas da praça Sete, o Café Nice guarda em seu interior as suas muitas lembranças desde o ano de 1939, quando ainda se chamava Casa de Chá e Leitaria Nice. Além do menu saboroso, o local foi cenário para muitas conversas e decisões importantes para a cidade. “Como tudo se resolvia no centro, as autoridades saíam da prefeitura e vinham para cá discutir política”, conta Renato Caldeira, que comanda a casa há mais de 40 anos ao lado do irmão Tadeu.

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