20 de outubro, 2017 | Autor(a): Lucas Rocha

Até quando?

Acidentes e estado caótico do anel rodoviário provoca luta municipal para assumir sua concessão

Irlan Melo: “Venho batendo muito na tecla da área de escape”. Foto: Divulgação

Ao iniciar a entrevista, o vereador Irlan Melo (PR) é categórico: “O anel rodoviário é uma vergonha para Belo Horizonte!”. Tamanha indignação não é para menos. Há anos que belo-horizontinos assistem de mãos atadas à forma irresponsável que é gerida o anel rodoviário, rendendo congestionamentos imensos e acidentes trágicos que já levaram a vida de diversas pessoas. Para se ter uma ideia, no ano de 2017, até o mês de maio, houveram 243 acidentes sem vítima, 271 com vítimas fatais e 247 feridos.

É pensando em mudar de vez esse quadro, que o político criou uma comissão de estudos sobre o anel rodoviário com o intuito de identificar os problemas e ao lado do prefeito Alexandre Kalil, dar prosseguimento ao processo de municipalização do anel, que hoje é responsabilidade do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e a concessionária Via 040. “É absurdo o que vemos hoje. O Ministério destinou zero reais de orçamento esse ano para o anel rodoviário e no edital de licitação da Via 040 eles deveriam oferecer contrapartidas ao assumir 10,5 km do anel. Até hoje não fizeram nada e ninguém cobrou uma posição”, revela.

Entre os principais problemas identificados em relação ao anel rodoviário, o primeiro dele é o fato dele ter sido projetado por uma geração muito antiga que não previa os avanços do futuro, logo, não imaginavam o tráfego de carros atual que não são comportados naquela estrutura. Ponto maior de incidência de acidentes fatais, a declividade acentuada na entrada de Nova Lima até quase à Cidade Industrial se tornou conhecida pelos acidentes com caminhoneiros inexperientes que perdem o freio. Isso sem falar na sinalização fraca e falta de fiscalização. “Entre as soluções pensadas para o anel rodoviário, venho batendo muito na tecla da área de escape que é uma área com uma espécie de brita que freia o caminhão, além, claro, do rodoanel com desvios para quem precisa passar por BH e não precisar acessar o anel rodoviário”, conta Irlan Melo.

Membro da Associação dos Moradores do Bairro Novo das Indústrias e líder comunitário, João Adalberto Pinheiro percebe que existe um grande problema em relação ao comportamento dos motoristas. “Olha, por enquanto a demanda do anel rodoviário não faz parte das pautas da associação, mas como morador, a gente percebe uma grande desvalorização da região, uma falta imensa de fiscalização e a imprudência seguida, principalmente por parte dos caminhoneiros”, conta.

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