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Tudo BH
12 de maio, 2017 | Autor(a): Guilherme Aroeira

Arte e Loucura em exposição no Circuito Liberdade

(Foto: Clarice Steinmüller)

Circuito Liberdade abre espaço para as obras e manifestações estéticas produzidas pelos usuários dos Centros de Convivência da Prefeitura de Belo Horizonte na 15ª Semana de Museus, que este ano traz o tema: “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”. A proposta é abrir um novo diálogo com a cidade, propondo um novo olhar sobre a loucura a partir da produção estética e artísticas dos portadores de sofrimento mental. De maio a julho, a população pode conhecer o trabalho desenvolvido por portadores de sofrimento mental nos espaços que integram o Circuito Liberdade e também na Praça da Liberdade. Toda a programação é gratuita.

Em cada espaço serão realizadas intervenções diferentes, apresentado exposições de artes plásticas, exibição de vídeos artísticos, vídeos informativos, exposição de fotografias, lançamento de publicações, intervenções no espaço urbano da Praça da Liberdade, sarau musical, sarau poético, intervenções cênicas/ corporais, realização de oficinas, rodas de conversas e palestras.

As intervenções serão realizadas no Espaço do Conhecimento UFMG, MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, Memorial Minas Gerais Vale, Centro Cultural Banco do Brasil, Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, Museu Mineiro e Praça da Liberdade.

Centros de Convivência

Belo Horizonte conta com nove Centros de Convivência, um de cada regional. Os Centros de Convivência são serviços de saúde mental que, segundo os princípios da reforma psiquiátrica antimanicomial, oferecem oficinas de arte e artesanato para portadores de sofrimento mental. Esses espaços promovem oficinas que privilegiam o contato dos participantes com sua potência criativa, propiciando laços, afetos, para que se empoderem, para que reconstruam sua vida, sua identidade- com e apesar do sofrimento mental.

Os Centros de Convivência espaços utilizam de recursos artísticos e culturais, trabalhando de forma diferenciada dos outros serviços a inserção do portador de sofrimento mental, possibilitando-os como cidadãos e como artistas circularem em grandes teatros, museus, feiras, cinemas, exposições, e demais espaços da arte e da cultura, o que traz para dentro dos serviços a demanda cada vez maior de aprimoramento na área artística, e a maior circulação de suas obras e por consequência o diálogo e a troca com a cidade.  A participação dos Centros de Convivência no Circuito Liberdade se dedica a mostrar, para além do indizível do sofrimento, a obra e os sujeitos criadores dela, sujeitos e histórias que marcaram a reforma psiquiátrica.

Programação 

A programação completa, com horários e informações adicionais está disponível no portal: www.pbh.gov.br e também no site Circuito: www.circuitoculturalliberdade.com.br

 

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