5 de dezembro, 2017 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

Aonde vai o debate?

“É inútil dizer “estamos a fazer o possível”. Precisamos de fazer o que é necessário”. A frase é de Winston Churchill, um dos maiores estadistas do mundo, mas poderia ser de qualquer brasileiro, cansado de assistir um debate político que não leva a nada. A um debate entre políticos que demonstram não ter compromissos com qualquer projeto que não seja a sua eleição ou reeleição. De quem busca o Poder para o próprio benefício. É de causar indignação assistir parlamentares da situação e da oposição se omitirem diante dos mais graves problemas do país, esquivando-se de assumir responsabilidades ou sustentando um discurso populista, enganando o povo de forma acintosa. Não é possível admitir, por exemplo, que parlamentares venham a público dizer que o Brasil não precisa de reformas, que temos uma Previdência superavitária e que o que se deseja fazer é mudar para prejudicar os mais pobres em beneficio daquilo que chamam de elite. Não se admite que, entre os da base, aqueles que tiveram todas as benesses do governo, haja quem se coloque como indeciso, cobrando mais tempo para se fazer um debate com a sociedade, como se isto fosse possível num país da dimensão do nosso, despolitizado como o nosso. Se negam a votar reformas agora, com medo de perderem votos em 2018. Se negam a fazer agora o que sabem perfeitamente terão que fazer no próximo mandato. Ele isto nos ‘primeiros meses do novo mandato como fazem com tudo o que consideram impopular e arriscado nas urnas. Contam com a pouca memória dos eleitores. Se mostram agora contrários ao que apoiarão depois. Se apresentam como lideres defensores do povo. Líderes não são, pois líderes são os que conduzem, os que têm capacidade de esclarecer a sociedade o que é necessário fazer. Definitivamente líderes não são os que têm preço e que resistem, em nome do povo, até que se chegue ao preço desejado.

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