10 de novembro, 2017 | Autor(a): Lucas Rocha

Ao ar livre

Praças e parques da capital voltam a conquistar a rotina dos belo-horizontinos

 Foto: Pedro Vilela / Agencia i7

Elas são o respiro de alívio, frescor e o contato com a natureza em meio à selva de pedra das grandes cidades, e, apesar de sua importância, em um passado não muito distante grande parte dos parques e praças de BH viram seu verde morrer, os brinquedos para as crianças enferrujarem e seus bancos virarem enfeites ou cama para as pessoas em situação de rua. Mas quem anda pela capital consegue ver que isso parece realmente ter ficado no passado. É cada vez mais comum notar o público crescente nesses locais seja para praticar exercícios físicos, contemplar a paisagem, ler um livro, deixar os filhos brincarem, fazer piqueniques ou levar o animal de estimação para passear.

Embora as praças habitem o imaginário e a cultura dos mineiros desde o início de sua história, por diversos motivos, que vão desde a falta de segurança, manutenção e até mesmo as novidades tecnológicas, esses locais caíram em certo esquecimento e parecem terem sido ressuscitados junto com projetos de revitalização e um novo momento social, onde as pessoas percebem a necessidade urgente de desacelerar o ritmo frenético do dia a dia e buscar por uma qualidade de vida mais saudável.

Para o educador físico Roger Andrade, saúde é um dos grandes motivos para as pessoas procurarem a praça ou parque mais próximo de casa. Ele que já possui o trabalho de treinar corredores e estar nas ruas, desde o ano de 2015 passou a organizar eventos nas praças onde seus alunos poderiam chamar amigos e familiares para todos se exercitarem juntos ao ar livre. “Além de colocar as pessoas que não tem acesso mais próximas de profissionais que possam dar dicas, estar na praça tem um lado positivo do contato com a natureza, a interação com a cidade, a serenidade e até mesmo o alívio de não estar no ambiente da academia e a pressão de estar sendo ‘vigiado’”, conta o educador ao acrescentar que os encontros tem sido um grande aprendizado para mostrar que é possível fazer um bom treino utilizando o corpo e o que se tem disponível, sem a necessidade dos equipamentos da academia.

Já para a advogada Sandra Reis, as praças desperta nela a vontade de aproveitar o final de semana em família. É lá que ela anda de bicicleta, faz piqueniques, brinca com as filhas Helena (7) e Clarice (2), curte os dias de folga e até já comemorou o aniversário de sua primogênita com uma festa. “Eu gosto muito de ir variando, a gente acorda no domingo e decide na hora em qual praça vamos. É evidente que o poder público tem tido mais atenção e cuidado mais desses espaços, mas acredito que tenha muito a ver com a procura e as cobranças da população que cresceu muito também. Se algo está ruim as pessoas tiram foto e mostram, então a prefeitura se sente quase que na obrigação de cuidar melhor”, comenta ao dizer também que falta mais conscientização da população para entender que o espaço é de todos, e por isso, precisa ser preservado por todo mundo.

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