2 de janeiro, 2018 | Autor(a): Paulo Cesar de Oliveira

2.018 que chega

É sempre assim. As esperanças se renovam a cada dia 1º. do ano. Como se virando a página do calendário, estivéssemos deixando para trás todas as nossas mazelas. É nisso que o povo continua acreditando: que vai mudar num virar de calendário e que coisas novas, e boas, vão começar a acontecer. Infelizmente é apenas o nosso sonho, como se fosse mesmo um presente de Papai Noel. No Brasil a elite política está desacreditada e todos sabemos que nada irá mudar, ainda mais num passe de mágica. Nem mesmo as eleições deste ano provocarão uma correção nos rumos do país. Temer finge acreditar que poderá marcar sua passagem, casual, pela Presidência da República, como um governo reformista, que promoveu mudanças, entre elas a reforma da previdência, mas sabe, desde lá de trás que não fará. Conseguiu aprovar a reforma trabalhista por pressão do capital e pela tibieza do sindicalismo que se rendeu a propostas de manutenção do imposto sindical obrigatório, dinheiro gasto sem qualquer controle. Fora isto, o governo tem credibilidade para impor qualquer coisa ao Congresso nem mesmo a troco de muitas benesses aos parlamentares. Assim vamos vivendo à espera de um novo presidente a ser eleito em outubro deste ano. É bom que o eleito saiba que, se não apresentar as reformas necessárias nos seis primeiros meses de governo – no máximo – tudo ficará como está, com o povo sofrendo, mas sem se manifestar, infelizmente, já que nem líder para comandar uma reação temos!!! E sem liderança nada se consegue mudar. Lula foi uma esperança que durou pouco. Já na época do mensalão mostrou a que veio. Mesmo assim se reelegeu e depois elegeu Dilma e ainda conseguiu reelegê-la. Deu no que deu. Hoje Lula, que poderia ter sido um líder de verdade, é apenas um mascate que tenta vender sua própria inocência sem muito sucesso. E nós continuamos aí, tendo que suportar o presidente Temer. Mas já é ano novo. 2018 começou. Quem sabe as coisas mudam.

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