4 de dezembro, 2017 | Autor(a): Sueli Cotta

10 º Conexão Empresarial

Tião Mourão

O brasileiro está vivendo mais e, em pouco tempo, a idade média do homem deve chegar a 100 anos e as mulheres não vão morrer. A brincadeira usada por um político para abordar a necessidade de colocar na pauta de discussão alguns modelos usados no país e foi a referência do presidente da UnitedHealth Group Brasil, Cláudio Lottenberg, para chamar a atenção para o Sistema Único de Saúde que é adotado no Brasil. O assunto foi tema da sua palestra no último Conexão Empresarial do ano realizado pela VB Comunicação, no espaço V, em Nova Lima.

Para ele, a defesa intransigente de que a saúde tem que ser prestada pelo setor público é equivocada e precisa ser repensada. Ele toma como exemplo,  o  mais tradicionais dos sistemas, que é o inglês, que já percebeu a necessidade de chamar a iniciativa privada para participar do atendimento, principalmente dos casos de menor complexidade. Na Catalunha (Espanha) foram realizados investimentos pesados em parceria com a iniciativa privada. Esse debate sobre a assistência à saúde está acontecendo em vários campos e em todo as partes do planeta. A tecnologia também surge como uma forte aliada, mas um dos pontos que tem se colocado, segundo Lottenberg, é o fato de o usuário não gerenciar a própria saúde e esta é uma responsabilidade de cada um, passando pela educação, por cidades sustentáveis, nutrição e boas oportunidades.

Lottenberg chama ainda a atenção para a formação do médico, por entender que em muitos casos, a alta complexidade se torna necessária, porque o atendimento de baixa complexidade não foi satisfatório. “Nunca vi tanto parafuso e tanta placa”, ao se referir a prática na medicina que se tornou comum no país, por isso a necessidade de se formar profissionais de forma adequada. Na palestra que fez para empresários, médicos e políticos Lottenberg também criticou o sistema hospitalocentro, com o paciente recorrendo ao atendimento hospitalar para tratar de qualquer enfermidade, o que para ele significa desperdício de dinheiro público. O atendimento hospitalar é caro, segundo Lottenberg e em muitos casos desnecessário. Ao final o médico respondeu a vários questionamentos.  O Conexão Empresarial tem o apoio da ALGAR, AMIL, ANGLOAMERICAN, BANCO MERCANTIL DO BRASIL, CEMIG GOVERNO DE MINAS, CLUBE DE PERMUTA, DOR CONSULTORIA, PAD e VASLPE.

Comentários